enredo

Ele se distancia
exatamaente como previa.
E já que isso é algo que se possa saber
como é que se pode agir para reverter.

Que a hesitação não nos impessa de viver
a exitação de estarmos juntos.
Ele pondera, exatamente como eu faria
se fosse a minha vez da contrapartida.

Quero fazer diferente
como se alguma coisa eu pudesse decidir.
Se posso pressentir como vão agir os outros
não é possível que não se possa
agir como se quer para alcançar o que se deseja.

É bem verdade que não quero pão-durar
o amor que há em mim.
Mas é sabido que é preciso dosar…
Cruel medição!

Gostaria de simplesmente desfazer as amarras
e tornar simples o que em mim
vai se tornando novêlo.

Já faz tanto tempo,
já foram tantas vezes,
já se repetiu ou prolongou tanto…
É que cansei de inventar
o que de repente me dei conta – já estava lá.

Não quero reagir
com minha costumeira frieza protetora,
quero fundir essa inconstância desmedida
em outra pele “ressentida”.

Quero misturar sem transbordar
quero só o que eu já queria.
De novo o novo que descobri
e que já ou nem existia.

Ai se eu pudesse dizer,
pudesse prometer mil noites de magia
sem nenhuma nostalgia.

Se agora me fosse dada a chance de escolher
e fazer valer a minha e a sua vontade,
cada um/a no seu tempo,
seu gosto, sua medida, seu gozo.
Seu espaço, traço e abraço.

Ai se eu pudesse…

Pudesse te convencer
daquilo que fui convencida.
Vale a pena amar, errar, tentar
independente das feridas.

E que querer ou não,
não é um filme documentário, mas ficção.

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