estações

Abanar a poeira, separar, dar fim ao indesejado e restaurar o que ainda serve. Rearranjar tudo isso numa composição apta a receber o novo. Então organizar-se para ir em busca do que esta espalhado, arrumar uma pequena trouxa onde se possa juntar histórias, receitas, poemas, imagens, instrumentos, figurinos, algumas sementes e outras raridades.

É o tempo da iniciação auto-realizada. Com as experiências até aqui, se pôde experimentar de muitas flores e sabores, agora já se sabe de quais delas se deseja extrair o néctar, preparando pequenas poções para quando o inverno chegar.

O anúncio da partida virá com o cheiro de folha fresca: quando os canteiros estiverem semeados, alguns invernos tenham se passado, garantindo um estoque seguro das sementes e outros adubos e fertilizantes.

Aí então será o tempo do trânsito livre, em que se pode ir e voltar sem causar em nenhum destes movimentos ausência: tudo estará completo sem mim e poderei seguir carregando uma única centelha que a tudo recria onde quer que vá.

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